— Eu não tenho muito. Apenas este rancho, estas mãos e este coração. Mas se você os quiser, eu quero dar todos a você. Naelli, você quer se casar comigo?
Naelli levou a mão aos lábios, contendo a emoção. Ela se ajoelhou na frente dele, pegou as mãos calejadas do rancheiro e as colocou sobre seu próprio ventre.
— Caleb — ela sussurrou. — Você plantou em mim não apenas o calor de um homem, mas uma nova vida.
Caleb congelou.
— Você… você está grávida?
Naelli sorriu, o sorriso mais bonito que ele já vira.
— Esta criança é o resultado do amor. Não de um pacto de sobrevivência, não de uma dívida paga. Não sacrifício, mas escolha.
Caleb a abraçou com força, enterrando o rosto no ombro dela para esconder as lágrimas que havia esquecido como derramar. E enquanto ficavam juntos, o pôr do sol carmesim banhava o campo, testemunha de tudo.
Naelli colocou a mão no rosto dele.
— Eu digo sim, Caleb Ironwood. A partir deste dia, sou sua esposa. Não por desespero, mas porque meu coração escolheu você livre e plenamente.
E assim, no mesmo lugar onde uma vez enfrentaram a morte, eles começaram uma nova vida. Uma vida construída sobre liberdade, gratidão e um amor que era real. Porque o amor verdadeiro não é sobre quem salva quem. É sobre duas pessoas escolhendo uma à outra quando todas as correntes se vão.
