LA NOCHE DE MI BODA, ME ESCONDÍ DEBAJO DE LA CAMA PARA GANASLE UNA BROMA A MI MARIDO, PERO QUIEN ENTRÓ EN LA HABITACIÓN NO ERA ÉL, Y LO QUE OÍ POR EL ALTAVOZ ME HIZO VOLAR LA MUNDO EN SEGUNDOS...-nhuy

Caleb congelou.

Ele já ouvira muitos apelos desesperados antes, mas nada como aquilo. Aquilo não era uma sedução. Era a voz de uma irmã disposta a sacrificar sua própria alma e corpo para que as outras pudessem viver.

Seu maxilar se contraiu. Ele não precisou pensar duas vezes.

Caleb sacou sua faca e cortou as cordas da mais jovem primeiro, depois a segunda, a terceira e a quarta. O sol queimava suas costas, mas ele não parou até que Naelli caísse em seus braços, tremendo incontrolavelmente.

— Você está segura agora — disse Caleb, com a voz firme e baixa. — Ninguém vai morrer aqui hoje.

Caleb deitou Naelli gentilmente na grama seca ao lado de seu cavalo, depois voltou-se para carregar Sunni, a mais nova.

O corpo frágil da menina era tão leve que ele sentiu que uma rajada de vento mais forte poderia levá-la embora. As outras quatro irmãs jaziam moles na sombra estreita projetada pelos postes de madeira. Cada uma delas marcada com hematomas profundos por ter ficado suspensa por tanto tempo.

Caleb já não era um homem jovem. Mas cada movimento que fazia era rápido e seguro, impulsionado pelo instinto de alguém que, anos atrás, carregara sua própria esposa através de ondas de febre.

Sua esposa não sobrevivera no final, e aquela impotência o assombrara por anos. Ele não deixaria essas jovens mulheres morrerem penduradas em silêncio.

Ele as carregou, uma a uma, a cavalo. Foram três viagens através de um calor sufocante que parecia fogo em sua pele. Somente quando todas estavam finalmente deitadas na sombra, ao lado de seu celeiro, é que Caleb sentiu a tontura da desidratação atingi-lo.

Mas ele não parou.

Derramou água em sua mão e deixou gotejar suavemente nos lábios delas, com medo de que dar muito líquido de uma vez pudesse enviar seus corpos ao choque.

Sunni bebeu algumas gotas e imediatamente agarrou a mão dele. Alohi e Kiana arfavam por ar como nadadores que acabam de emergir. Tala ainda estava inconsciente.

Naelli abriu os olhos, mas não conseguia falar; sua respiração pesava como pedras contra o peito.

Só agora Caleb teve um momento para realmente olhar para a irmã mais velha. Seus longos cabelos negros estavam emaranhados e selvagens. Suas bochechas estavam inchadas pelo sangue que correra para o rosto, mas seus olhos, cansados e vermelhos, ainda mantinham uma luz rara.

Era o olhar de alguém que estivera à porta da morte e ainda tentava se agarrar à vida pelos outros.

Caleb mergulhou um pano em água fria e o colocou suavemente sobre a testa dela. À medida que a respiração de Naelli começava a se estabilizar, ela sussurrou baixinho:

— O que eu disse lá fora…

Caleb balançou a cabeça, cortando-a imediatamente.

— Esqueça. Você disse isso para salvar suas irmãs. Eu entendo.